Product Discovery: Passeando da Descoberta à Entrega

O mercado e a competitividade de soluções nunca foi tão dinâmico quanto o atual. Criar as melhores soluções está cada vez mais difícil, por isso, fazer uso de ferramentas e processos que auxiliem na concepção da solução.

Para guiar você pelo processo para construção do seu produto, trouxe algumas ferramentas e caminhos que são utilizados para solucionar problemas e conceber produtos. 

1. Heuristic Ideation: descoberta do produto

Entender a fase de descoberta e criação do seu  produto é fundamental para ter sucesso na entrega de valores para o cliente. Dessa forma, utilizaremos o processo de brainwriting e a ferramenta criada por Jurgen Appelo: Mojito Method.

Brainwriting é um processo muito conhecido, justamente por ser eficaz. Sua equipe deve escrever todas as ideias que vierem a mente num papel para depois discuti-las.

Com as ideias no papel, utilizamos o Mojito Method em que usamos duas ideias para criar uma nova ideia, esse método é responsável por diversas inovações como: Happiness Door, Delegation Poker, Moving Motivators.

Para visualizar melhor as combinações, produza um Insta Map: um mapa  3×3,4×4 ou AXB moldado a partir dos seus pilares e motivações a serem trabalhados, onde colocamos todos os coadjuvantes nas pontas e sugerimos novas ideias de match entre eles.

Exemplo retirado do material do agilista Mário Melo pela Alura.

O resultado aqui é perceber mercados e nichos que ainda não foram tomados e que serão promissores para sua solução. Bem como incorporar funcionalidades e ter objetivos mais claros do que o produto irá realizar.

2. Definir produto: visão, contexto e restrições

Com as ideias em mente, vemos o que está ao alcance inicial da solução de um produto. Entramos na fase de entendimento da situação-problema e de descoberta do contexto. 

Identificamos como VISÃO do produto tudo aquilo em que nós conhecemos sobre o objetivo e o que deverá ser entendido do produto. Definimos a direção que temos que seguir e todo o projeto se resume nesta guideline. É legal construir um pitch ou um vision board para ter isso bem claro.

A partir disso, iniciamos o CONTEXTO conseguimos verificar e definir quando, quem e onde o projeto pode ser construído. Com isso conseguimos seguir a fluidez com um ponto de partida claro, um checkpoint e um ponto de chegada definido. O progresso do projeto torna-se constante com pontos de contato e cronograma mais estável.

Por fim, vamos analisar as RESTRIÇÕES do produto do nosso cliente. 

  • O que nós não podemos fazer?
  • Quais os obstáculos que teremos ao longo do projeto?
  • Qual o tempo que a equipe terá para desenvolver/apresentar o produto?
  • O que nós não podemos entregar para esse cliente?

Essas e outras perguntas pertinentes devem ser feitas para que o produto seja entregue com fidelidade ao contexto. Elas são fundamentais para que a solução seja ideal.

Assim, quando nós unimos tudo isso, fica mais clara a ideia inicial do produto e uma possível solução já pode ser esboçada. É um exercício legal para se iniciar a descoberta do produto.

3. Os acertos e os erros do projeto

O Outcomes Map é uma ferramenta de mapeamento de contexto e uma variação da atual Future Backwards usada por Dave Snowden na Cognitive Edge e trabalha com dois contextos: o Céu e o Inferno.

O Céu é tudo que deu certo no projeto, todas as funcionalidades que foram criadas, validadas e aceitas pelo cliente, sua visão também deve estar no Céu. No Inferno está o que deu errado, atrapalharam a equipe, prejudicaram o cliente e foi responsável pela diminuição da aceitação pelos usuários. 

Agora que mapeamos as duas situações (positivas e negativas), vamos mapear também a situação atual do projeto. Mapeadas as três situações, analisamos cada uma delas.

Então, damos um passo para trás e vemos:

  • O que proporcionou essa funcionalidade ter dado certo?” , observamos nosso Céu em conjunto com nossa visão e discutimos em grupo as fases que acertaram e criamos um backtracking (uma análise regressiva da situação ótima).
  • Ou olhando para o inferno: “Por que essa funcionalidade foi rejeitada pelos usuários?”,” Onde está a origem do erro?” E então repetimos essas perguntas com todas as partes levantadas para entender possíveis hipóteses em que chegamos próximo da situação atual.
Imagem retirada de Impact Mapping.

Isso nos ajuda a saber o que temos que fazer e o que não fazer para conceber um produto de sucesso. Iremos regredir mais e observar o que nos fez chegar na situação atual. Com o entendimento profundo, percebemos restrições identificadas e prevemos cenários positivos nas próximas fases. 

4. Dividindo os problemas e preparando o final

Usaremos o framework Cynefin em que tentamos entender possíveis movimentos que nossos problemas podem se encontrar. Eles podem estar localizado em 5 áreas: Simples, Complicada, Complexa, Caótica ou Desordem.

  • Na Simples nós já sabemos o problema e que solução devemos tomar, é aqui que queremos todas nossas ideias. 
  • Na Complicada sabemos o problema e temos possíveis soluções, mas não sabemos qual rumo seguir. 
  • Na Complexa, nós conhecemos o problema, mas não sabemos que solução adotar. 
  • A Caótica é a situação em que nós não sabemos o problema do cliente nem como resolvê-lo. 
  • Por fim, a Desordem é o ambiente de caos, onde nosso problema não se encaixa em nenhuma das 4 situações acima e não entendemos como resolvê-lo.
Imagem retirada de Erik Puik.

Esse framework nos ajuda a movimentar os problemas para áreas menos complicadas para podermos seguir com o andamento do projeto. A ideia é quebrar as situações para saber onde estamos e para onde queremos ir, dessa forma, quando nos colocamos no lugar do cliente tudo é mais facilmente mapeado.

Crie um cronograma das atividades que serão feitas para a atuação do Ciclo Lean de aprendizado e ideação para melhorias no produto. Com esse roadmap vemos as ações que devem ser tomadas para avanço do produto e melhoria dele. Observe um exemplo para criação de uma loja online.

Dicas para um Roadmap factível

  • Para construir um roadmap compacto é interessante fazer o roadmap com Post-its em um cartaz a partir de uma tabela, fuja das ferramentas digitais, algo mais palpável funciona melhor. 
  • Escreva os objetivos que você quer alcançar a cada mês com este projeto. 
  • Escreva qual é o caminho a ser seguido para concluir este objetivo. 

Conclusão

A descoberta de um produto passa por diversas fases e contextos que utilizamos para entender o problema e testar com os usuários. As ferramentas utilizadas para ajudar esse progresso são várias e mencionei apenas algumas  para melhorar e aprender mais com seu produto.

Resumindo a descoberta do produto:

  • Para a concepção da solução, ideias vindas a partir do brainwriting. Combiná-las e criar algo novo com o Mojito Method e o Insta Map;
  • Definir o produto com sua visão, seu contexto e suas restrições. Fazer o guideline do projeto e criar um protótipo;
  • Mapear o que funcionou e o que não funcionou no projeto com o Outcomes Map;
  • Dividir os problemas e resolvê-los de forma isolada, com o framework Cynefin e criar um roadmap do que deve ser feito para finalizar o produto ideal.

Portanto, este compilado de técnicas e ferramentas será útil sempre que você quiser lançar um produto novo para o mercado. Qualquer dúvida ou pergunta basta entrar em contato com o CITi e iremos te ajudar na sua Concepção de Solução.

Gostou do conteúdo? Quer ficar mais por dentro de assuntos voltados para a sua empresa? Então fica de olho no nosso Blog!

Autor

Lucas Távora

1 comentário em “Product Discovery: Passeando da Descoberta à Entrega”

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