Minimum Productum: Coloque o Mercado em Xeque!

capa

Seja bem-vindo(a) à década das Startups! Nesse post você irá aprender um pouco mais sobre estratégias de mercado e como aplicar algumas delas no seu dia a dia.

Hoje, vemos todos os dias uma empresa nova surgindo em um ramo mais nichado, por exemplo no “alimentício” é iFood, Rappi, UberEats e agora chegou o James. Semelhantemente, em transportes temos Uber, 99, Cabify, iDriver (fora as empresas que resolvem atacar a região local, como a Mobi). Já no financeiro é Nubank, Digio, Pag, Inter, Neon… 

“O tempo está propício a inovação, criatividade e aberto a atitudes corajosas.”

– Ricardo Rocha

Quantas empresas não é mesmo? Mas quer que eu te explique o que todas elas têm em comum? Como todas essas empresas, mesmo em pouco tempo, conseguem impactar o mercado? Quer saber como você também pode colocar o mercado em xeque, e ser um grande case de sucesso?

Todas essas empresas um dia já foram pequenas e testaram o mercado aplicando o Minimum Productum (o mínimo produto). Tudo começa quando você tem uma grande ideia e “espalha” para as pessoas mais próximas (sim, E-S-P-A-L-H-A) para que elas abracem a ideia e te ajudem alavancarem. Conforme mais pessoas souberem mais pontos de vista você terá. Não é porque uma ideia custa 1 milhão de euros que ela precisa ser guardada como se fosse a fórmula secreta da Coca-cola (só se ela for a foŕmula secreta da Coca-cola). Vamos passar em 3 minimums para entender um pouco mais disso.

1.  MVT – Minimum Viable Technology

O MVT é a ideia que para conseguir colocar uma ideia no mercado pela primeira vez é preciso ter o mínimo de pessoas na sua equipe. São elas: Hustler, Hipster e o Hacker

Imagem de The hero’s journey

Hustler

O primeiro é o Hustler: conhecido por entender do produto, da marca, do propósito, o cara dos negócios, ele entra para construir e idealizar o produto, sem ele suas vendas não acontecem. Sendo assim, é a pessoa que sai na frente e está presente em todas as partes para conhecer, entender e aprender com o mercado. 

O Hustler tem a responsabilidade de formar e motivar a equipe, comunicar a visão de curto e longo prazo da empresa, atrair o interesse de investidores através de pitch-decks, desenvolver parcerias e adaptar o modelo de negócio. Portanto, ele também deve estar atento aos números, como desempenho financeiro e métricas de uso, que serão informações chave na captação de investimento para o negócio.”

Hipster

Por conseguinte o Hipster: esse tem fundamental importância na construção visual do seu produto. Como vender algo sem forma? Sem cor? Sem vida? Quem tem um Hipster na empresa consegue materializar todos os pensamentos.

O Hipster é responsável por garantir uma experiência de uso marcante e disruptiva para o cliente, prendendo sua atenção e mantendo-o engajado. Ele conhece a fundo o público-alvo e coleta insights constantemente para aprimorar o produto e entregar cada vez mais valor, da mesma forma como também é responsável pela comunicação da marca através das ações de marketing e branding.

Hacker

Enquanto isso o Hacker é o encarregado por fazer todas as conexões tecnológicas do seu produto. Com o mínimo possível e conhecendo as ferramentas certas é possível, por exemplo, construir um ecommerce para sua empresa sem codificar uma linha de código. É essencial ter essa pessoa na sua equipe.

O Hacker é responsável por nada menos que o desenvolvimento do produto e adaptação do mesmo para atender as necessidades dos usuários. Portanto, além de criar a tecnologia para tirar a ideia do papel e torná-la algo real, ele também precisa conversar com os usuários para direcionar o desenvolvimento da solução de acordo com as peculiaridades e necessidades do público-alvo.

Com essa equipe perfeita é possível construir qualquer produto. Para isso, torne o seu produto vivo o mais cedo possível e, em seguida, intere e melhore-o com base em aprendizados de uso real. 

2. MVP Minimum Viable Product  

É o mais conhecido entre o mundo das startups e quase tudo está centrado nele. É a maneira mais fácil de testar o seu produto e melhorar de acordo com o nível de entrega de valor para o usuário.

Hoje, a sua abordagem é um pouco mais trabalhada, com a finalidade de descentralizar as cargas dos setores em partes menores e aos poucos ir se incrementando. Temos como exemplo a imagem a seguir:

Imagem de Caroli.org

Existem várias técnicas para iniciar seu MVP, como nós nos baseamos no ciclo lean e em várias ferramentas para tocar o processo de construção do produto indicamos, hoje, o Canvas MVP. 

Canvas MVP

O Canvas funciona como um estruturador do seu negócio que serve para setar a base conceitos e assim avançar para o entendimento do produto para lançamento. Além de ser focado no desejo do cliente e direcionado para o time de desenvolvimento sobre quais entregas devem ser realizadas.

Os primeiros direcionamentos no Canvas MVP é saber quem é a persona do produto, qual deve ser a jornada que ela deve percorrer para encontrar o produto, por isso é importante ter uma visão estratégica de produto e saber quais as funcionalidades que se quer agregar valor.

Canvas MVP no Ciclo Lean Startup

Este processo junta técnicas de Design Thinking e Lean Startup, conectando na prática os dois mundos na ideação de um novo produto. Não apenas consideramos todo esse movimento que o ciclo faz, mas também a rapidez que ele nos devolve como resposta ao mercado.

Há duas vantagens intrínsecas no modelo Lean Startup:

  1. É relativamente mais barato validar uma hipótese de negócio antes de construir o produto inteiro;
  2. Se estivermos errados na concepção do produto vamos saber rapidamente onde falhamos, pois temos feedback recorrente.

O MVP é indispensável para o planejamento estratégico de novos produtos. Através desta ferramenta e de tantas outras que temos disponíveis, temos a certeza de qual caminho devemos seguir para validar as hipóteses de negócio e nos guiar pelos caminhos incertos da inovação.

3. MVE Minimum Viable Experience 

Surge como uma versão espelhada do MVP que tem como foco definir um valor para um serviço (entenda serviço como envolvimento suficiente para satisfazer uma meta humana e atender uma necessidade que fornecerá um feedback para experiências futuras e design de negócios.

Através do MVE é possivel projetar mudanças no comportamento, necessidades humanas e valor comercial, ou seja, vai muito mais além do que criar apenas um produto/serviço.

A construção do MVE se dá de forma mais próxima com o usuário em que, por exemplo, as pesquisas são realizadas fisicamente, entendendo a maneira e as reações de comportamento do usuário frente a entrega de valor. Dessa forma, os refinamentos acontecem muito mais rápido com menos custos.

Você tem uma ideia legal, mas não sabe como estruturar seu negócio? Não sabe como começar e precisa de uma mãozinha? Entre em contato conosco e tire suas dúvidas.

Autor

Lucas Távora

2 comentários em “Minimum Productum: Coloque o Mercado em Xeque!”

  1. Pingback: MVP e UX Design: Solucione De Forma Ágil! – CITi Blog

  2. Pingback: Como a Tecnologia Ajuda Negócios em Tempos de Crise – CITi Blog

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *